quinta-feira, outubro 04, 2007

Férias!

Ai zentsi, preciso de férias!

Mal cheguei de viagem e já encarei outra um dia depois, ainda não consegui organizar todas as fotos e nem sei por onde começar a contar as nossas peripécias européias!

O jeito é começar do começo!

A viagem de ida foi longa, mas foi razoavelmente tranquila. Nossos vôos até Munique e depois até Hamburgo saíram no horário, mas classe econômica é aquilo... os joelhos não sabem se vão ou se ficam, o encosto da poltrona reclina 4 graus, a comida é uma coisa... Mas eu tava tão na pilha dessa viagem que eu iria em pé se fosse necessário!

Chegamos nas Alemanhas no domingo e o Mocréio Husband já estava nos aguardando. Ele e um monte de gente no aeroporto, na expectativa de nossa chegada que um A380 decolasse. Bem que eu vi um mega avião lá, mas nem fiz o link... oi, a Airbus é em Hamburg, o A380 é da Airbus e eu sou retardada?

A casa de Bibi é um sonho. É aconchegante, é tudo clarinho e coloridinho na dose certa e tem cheirinho de baby. E que cheirinho bom! Meu sobrinho Pedrão é mais delício ainda ao vivo e a cores. E é a criança mais tranquila que eu já vi! Impressionante. Mas a realidade é que a Alemanha dá uma preguiiiiça... rs...

Na segunda-feira ficamos em casa, levei bronca porque lavei louça (sim, a água lá é caríssima e tem que ser otimizada, então a louça é toda lavada na lavadora lotada) e demos uma voltinha pela cidade - Tostedt - e pegamos uma garoa fininha. Vi uma loja que vende lápides !!!, pouquíssima gente andando a pé e a maioria delas sem guarda-chuva, um ford ka azul calcinha à venda por 3 mil e 800 euros e maçãs... muitas maçãs! Não roubamos nenhuma, porque o medo da polícia e de não saber explicar que "poxa vida, é só uma maçãzinha" foi maior. À noite fomos conhecer o hospital que o Pedro nasceu. Parece com qualquer coisa, menos com hospital! Principalmente porque não tem aquele cheiro de éter. A Bibi foi lá pra fazer a fisioterapia pós-parto dela. Nas Alemanhas, quem auxilia a mãe no parto não é um médico, mas uma parteira. Depois que o bebê nasce, a parteira ainda faz uma série de visitas à família pra ver se tá tudo bem e tals. E no hospital as mamis ainda fazem uma ginástica básica pra reorganizar a bagunça que ficou dentro da barriga. Primeiríssimo mundo! Só de falar que lá a cesárea é só em último caso já era suficiente pra ganhar 5 estrelinhas.

Na terça resolvemos nos aventurar em Hamburgo. Mocréio Husband fez o roteiro, deu as dicas, fez carta pra gente comprar o bilhete do trem (e teve gente que riu quando eu falei que queria os cartõezinhos perguntando onde é o banheiro, onde é a saída e o telefone do consulado brasileiro) e lá fomos nós. E a minha teoria de que todo turista sempre se fode no trem alemão se confirmou! Nós conseguimos perder o trem das 10:10 e ao invés de esperar pelo das 11:10, nós vimos que tinha outro às 10:43... só que esse nos deixou no sul da cidade (Harburg) e não no centro... mas como a gente só viu a plaquinha com o nome da cidade, achamos que estávamos certos. Aí foi botar o pé pra fora da estação e começou o desespero: os nomes das ruas, das avenidas, de tudo, não correspondiam ao que estava no meu mapa! Como assim, Bial? Anda pra lá, volta pra estação, sai do outro lado, deve ser por ali, volta de novo... Aí apelei, liguei pro Mi e pedi penico! rs... Ele nos salvou de novo e nos mandou pegar o metrô até o centro.

No centro de Hamburgo nós conseguimos andar bastante e é tudo muito bonito por lá. Comemos o famoso salsichão, tomamos coca e fizemos comprinhas na base da mímica e cara de turista desesperado. E fomos bem atendidos, mas nada assim muito caloroso. O alemão é bem na dele meeeesmo. Só sei que depois de umas horas na cidade a gente relaxou e até tentou arriscar outras palavrinhas.

Visitamos as ruínas de uma igreja que foi destruída na guerra e só ficou a torre queimada e os tijolos mais claros mostram até aonde o teto da igreja ia. Os sinos funcionam, provavelmente restaurados ou são novos, e tocam belíssimamente. Ali, no meio de uma cidade tão moderna e bonita, ruínas de um passado tão triste.

Andamos mais e o vento forte e o medo de perder o trem de volta pra casa nos fez ir embora até que relativamente cedo, mas os pés também já pediam arrego... e era só o nosso primeiro dia de passeio, ai que medo! Chegamos em casa sãos e salvos e dando risada das nossas manézices.

Os primeiros dias nas zorópas não poderiam ter sido melhores! Minha mocréia júnior tá com uma família pra lá de linda e olha... até que ela cozinha direitinho! hahahaha! Mas ficou me devendo a rabanada!!!

Na sequência... Paris! Mas essa cidade merece um post exclusivo, então fica pra amanhã, porque agora eu tenho uma web conference com uns maluquinhos da Índia. Ai minha Nossa Senhora dos Sotaques Impossíveis, me ajude...

Tchüss und Auf Wiedersehen!

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